sábado, 22 de agosto de 2009

A MARÉ



Quando olho feliz a lua
Eis breves suspiros atentos.
Sentimentos, alguns martírios,
Um contornável desalento,
Pois há de mudar... a maré.

Na não inconstância da vida,
Sem a quem o que perguntar,
Sublimes, os meus sentimentos
Não posso em nada mudar,
Pois é isto que... a maré.

Contorna o graúdo corpo
Do meu continente pedrado,
Súbita friagem menina,
Lábios macios alados.
Danada sorri... a maré.

Teu beijo me sopra areias
Das dunas do meu coração,
Retira o monte de teias,
Refaz a tão bela paixão.
Cupido tu és... a maré.

Pirata de alma perdida,
Hoje entendo a maré.
Sereia de corpo divino
Para sempre minha tu és.
É amar, isto... a maré.

Tiago Vieira Cavalcante

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