segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CHUVA


Tão bela e singela,
De garoa a toró
Cai chuva cheirosa,
Não me deixa aqui só!

Tem cuidado ao cair,
Pois o mundo desnudo
Bem suja o teu corpo...
Tu és outra aqui!

Alegra e entristece
A dialética da vida,
Alegra o que bem mora
Entristece o de vida sofrida.

O que bem mora logo diz...

“Oh, que chuva gostosa
Não saio daqui
Da minha cama macia,
Pois hei de dormir"

O de vida sofrida, assustado...

“Acorda menino,
Sai logo da cama,
Acorda menino... e corre,
Cuidado com a lama”.

É chuva... é assim.
No mundo das coisas
As coisas do mundo
São somente coisas... enfim.

Tiago Vieira Cavalcante

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