segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

SABEDORIA


Ah, Sofia
Tenra e tênue sabedoria
Nem mesmo tu sabes o que és!

Nos meus braços não te suporto!
Demasiadamente enorme,
Desesperadamente, ainda, disforme!

Como o rosto da criança
Que logo... Rapidamente, se ama
Desde a primeira chama
Da beleza de se amar.

É... No enlaço do abraço
Que te concebo.
E min’alma te concedo.

Somo-te às coisas belas
Que permeia meu coração!
Saiba de antemão...

Linda Sofia!
Criança...

Será imperfeita como a paixão!
Desfeita como o tal do abraço.
Aviltada como o pobre mendigo.
Por isso logo te digo...

Serás amada e eternamente procurada
Por aqueles que nunca, em realidade,
Te encontrarão!

Tiago Vieira Cavalcante

Um comentário:

Ana Cortez disse...

Ah, a Sofia!!....Também a procuro, se a vires dar-lhe meu recado...a espero por longas datas!
Mais linda poesia, beijo para um poeta!